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Conheça mais sobre a seleção IRCA – O Nelore Carne.

A seleção IRCA tem uma tradição de 94 anos (desde 1916).

Nosso principal objetivo é a Eficiência na Produção de Carne a Pasto (EPCP), logo consideramos de grande importância as características funcionais.

Novilhas prenhes, que serão avaliadas quanto à habilidade maternal para serem credenciadas a fazer parte do plantel na reposição das matrizes anualmente descartadas.

Novilhas prenhes, que serão avaliadas quanto à habilidade maternal para serem credenciadas a fazerem parte do plantel na reposição das matrizes anualmente descartadas.

Avaliamos e selecionamos -

  • A fertilidade de nossas matrizes: para obter mais bezerros nascidos com o mesmo número de vacas do plantel,
  • A habilidade maternal: para colher mais quilos de bezerro desmamados em cada safra anual.
  • A Precocidade Sexual de nossos reprodutores, com o objetivo:
    • aumentar o desfrute e
    • encurtar os intervalos entre as gerações selecionadas.

Em 2004, introduzimos pioneiramente na avaliação genética a ultra-sonografia na captação das imagens:

  • Área de olho de lombo (AOL),
  • Espessura de gordura subcutânea (EGS) e
  • Espessura de gordura na ponta da picanha (EGP8).

Este procedimento possibilita uma melhor precisão:

  • Na avaliação do rendimento de carcaça quente e de desossa.
  • Na identificação dos animais com precocidade para acumular 3-6 mm de acabamento a pasto, possibilitando seu abate com menos tempo de engorda.
Garrotes IRCA - sobreano, demonstrando acabamento precoce de suas carcaças.

Garrotes IRCA - sobreano, demonstrando acabamento precoce de suas carcaças.

A seleção IRCA, considera dois pontos muito importantes:

  • Agregar valor ao bezerro no momento da desmama. Um bezerro saudável e pesado ao desmame é o primeiro passo para o abate de um animal jovem.
  • Proporcionar o abate dos animais aos 24-27 meses num sistema de produção totalmente a pasto:
    • Com alta qualidade de carne e bom peso,
    • Com excelente conformação (carcaças convexas) e
    • Cobertura de gordura adequada para proteção da carcaça no resfriamento,
    • Satisfazendo aos mais exigentes mercados atendidos pelo Brasil atualmente.

Nossa seleção tem como base à produção de uma genética que supere a expectativa das fazendas que produz seus animais, quase que exclusivamente a pasto.

Acreditamos que nenhum outro sistema de produção é mais adequado para o Brasil hoje, permitindo a produção de carne segura, saudável, com respeito ao meio ambiente e elevadíssima eficiência econômica.

Avaliações Visuais – através de notas, descreve-se o animal em relação ao TIPO ideal para produção de carne.

Quatro características são avaliadas num sistema de cinco pontos:

  • Três dessas características, as notas refletem o grau de aproximação, ao seu ideal numa ordem crescente de 1 a 5, são elas,
    • (C)-Conformação Frigorífica,
    • (P)-Precocidade e
    • (M)-Musculosidade.
  • A quarta característica (U)-Umbigo as notas refletem o tamanho deste, isto é, a nota 5 reflete o animal com o umbigo excessivamente penduloso, e a nota 1 excessivamente curto, as notas intermediárias refletem a variação de um extremo a outro.

Mais três características, atendendo ao padrão da ABCZ, são avaliadas num sistema de quatro pontos (1 a 4), refletindo cada ponto 25% do ideal, são elas:

  • (R)-Racial,
  • (A)-Aprumos e
  • (S)-Características Sexuais.

Os reprodutores selecionados refletem todo rigor de uma avaliação cuidadosa, num grupo de aproximadamente 400 animais contemporâneos de idade semelhantes, machos e fêmeas, onde por vários filtros seletivos procuramos agregar a melhor genética disponível de todo nosso plantel.

Além do uso de touros provados IRCA, uma proporção significativa das fêmeas em reprodução é acasalada:

  • Com touros jovens IRCA (que consideramos o futuro do nosso rebanho) e
  • Com touros de outras linhagens desde que os mesmos sejam comprovadamente superiores geneticamente para as características de interesse econômico do nosso programa.

Com esta política do uso de reprodutores jovens temos conseguido:

  • Reduzir o intervalo de gerações e, conseqüentemente,
  • Aumentar o progresso genético;
  • Destacar novos talentos que terão uma contribuição efetiva para o melhoramento da raça.

IRCA – O Nelore Carne.

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A carne com gosto e a carne de que gosto.

Em 16/10/2009, o conhecido e respeitado site Beef Point trouxe um texto intitulado “Especialistas discutem alterações de sabor na carne”, que deve merecer a maior atenção de todos os pecuaristas de corte do País. O tema era a ocorrência de alterações no gosto da carne bovina, relatada por um leitor do jornal “O Estado de São Paulo.

Foto Confinamento

Disse ao jornal o prof. Pedro Eduardo de Felício, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, mesmo sendo impossível dizer exatamente a qual sabor estranho o leitor se referia, que a literatura fazia referências “ao mais comum”, o chamado sabor de fígado (em inglês, liverlike of flavor), mais observado no gado confinado e atribuído ao uso de ração contendo óleos vegetais, comumente de caroço ou semente de algodão, fontes de baixo custo e ricas em lipídios e proteínas. Por isso, o professor alertava: o problema, com o tempo, pode prejudicar a venda de nossa carne bovina.

O jornal recebeu (e publicou) carta de outro especialista, o também professor Dante Pazzanesse Duarte Lanna, da USP e diretor técnico da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), para quem as causas também poderiam ser outras. Possibilidades por ele aventadas: em geral, as churrascarias se abastecem de carne antes da entressafra, em junho/julho, para se prevenir contra altas de preços; depois, essa carne vai ser servida “muitas vezes no limite do seu prazo de validade, causando problemas de sabor”, principalmente nos cortes maturados bem passados. Quanto ao caroço de algodão, garante o professor Lana, ele não altera o sabor da carne bovina, se utilizado nas dietas dentro do limite recomendado (fixado pelos nutricionistas em 17%). Também relatou vários experimentos feitos pela Assocon, indicando alteração de sabor, mas só esse limite foi superado em 100%.

Vários leitores se manifestaram no site, assim que o artigo foi publicado: médicos veterinários, produtores de gado, diretores e técnicos de frigoríficos, gente que sabe de carne e aprecia um bom churrasco. Para os que se manifestaram, quase com unanimidade: a carne bovina produzida no País está sob sério risco, principalmente porque há utilização indiscriminada de subprodutos da agricultura para sua alimentação, em especial nos confinamentos.

Estou trazendo o tema para o meu blog porque também me manifestei a respeito, em mensagem ao Beef Point, e porque considero o debate dessa questão da mais alta relevância. Sou produtor de carne, crio Nelore, e vejo com extrema preocupação não só o uso do caroço de algodão (impregnado de defensivos agrícolas), mas também de outros resíduos da agricultura, impregnados de agrotóxicos. Considero estar havendo uma despreocupada utilização de aditivos e tecnologias anunciadas como novidades e que parecem até querer transformar o bovino ruminante em um suíno monogástrico.

Para mim, é preocupante a facilidade com que se divulgam e promovem, nos mais diferentes meios – das universidades aos veículos de comunicação especializados -, tecnologias copiadas sem mais aquela dos sistemas americanos e canadenses de produção de carne VERMELHA.

Precisamos cada vez mais de pesquisa genuinamente brasileira para melhorar a eficiência de um sistema natural, a pasto, alicerçado no tripé “biotipo animal, manejo das pastagem e protocolos sustentáveis”, para a produção de um alimento nobre por transformar gramínea de baixa qualidade em carne SAUDÁVEL.

Produção de carne a pasto

Acredito firmemente que essa carne terá demanda assegurada no futuro para os mais exigentes mercados. Mais que isso, tenho a certeza de que sua produção sempre estará inserida entre os sistemas mais lucrativos para os pecuaristas.

Convido-o a ler com atenção o que foi divulgado pelo Beef Point. Para isso, acesse www.beefpoint.com.br   Essa é uma questão do seu mais alto interesse.